Partido Liberal continua sem comando em Foz do Iguaçu
Por Tribuna Foz dia em Notícias
TANQUE DESGOVERNADO
Partido Liberal continua sem comando em Foz do Iguaçu
O PL de Foz virou um blindado sem motorista; Muito canhão, pouca direção e sem munição temporariamente
Na política, eleição nunca foi passeio no parque. É uma guerra de estratégias, alianças e busca incessante por votos. Cada partido tenta montar seu verdadeiro batalhão, recrutar soldados, fortalecer suas trincheiras e colocar em campo um comandante capaz de conduzir a tropa rumo à vitória.
Mas existe um detalhe que faz toda a diferença: nenhum exército vence quando o general desaparece e o tanque blindado fica ligado no ponto morto.
É exatamente essa impressão que passa o Partido Liberal (PL) de Foz do Iguaçu.
O tanque continua ligado... mas ninguém segura o volante
Durante anos, o PL vendeu a imagem de um partido organizado, forte e pronto para as batalhas eleitorais. O comando local estava nas mãos do General Joaquim Silva e Luna, que assumiu a presidência da comissão provisória em 30 de março de 2024.
O problema é que, segundo os registros públicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a vigência dessa comissão terminou em 11 de maio de 2026, até o dia 03 de Agosto as 12h:30min indicava que o PL estaria sem mando em Foz do Iguaçu.
Desde então, o tanque continua estacionado... e cada um parece acreditar que está no banco do motorista.
Enquanto o General Silva e Luna afirma em discursos que continua presidente, o deputado Matheus Vermelho também já declarou exercer o comando da sigla. O curioso é que, olhando o cadastro oficial do TSE, não aparece nenhum dos dois como dirigente vigente do partido em Foz do Iguaçu.
Na prática, é como assistir a dois pilotos brigando pelo volante de um veículo que sequer possui documentação em dia.
Terra de ninguém ou campeonato de faz de conta?
A ausência de uma direção oficialmente vigente abre espaço para as mais variadas interpretações.
Nesse ritmo, basta colocar uma camiseta verde e amarela, tirar uma foto ao lado da bandeira do partido e pronto: qualquer um pode acordar inspirado e anunciar que agora é presidente do PL.
Quem sabe até o folclórico "China da Motinha", que alguns já apelidaram de "China do Patinete", não resolve assumir o posto? Pelo menos disposição para pilotar o blindado parece não faltar.
Muito blindado, pouca munição
O PL continua sendo uma das maiores forças partidárias do Brasil, mas, em Foz do Iguaçu, a impressão é de um enorme canhão apontado para todos os lados... sem pólvora, sem munição e, principalmente, sem alguém oficialmente autorizado para apertar o gatilho.
Na guerra política, tamanho importa, mas comando importa muito mais.
Porque um tanque sem comandante deixa de ser arma de guerra e vira apenas uma peça de exposição.
E, enquanto ninguém define oficialmente quem conduz o blindado, o maior adversário do partido talvez nem esteja do lado de fora. Pode estar justamente dentro do próprio quartel.
Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 440, página 16, de autoria do Jornalista Enrique Alliana

