Vice-prefeito Ricardo Nascimento, pré-candidato a deputado estadual seria laranja dos laranjas do PSD?
Por Tribuna Foz dia em Notícias
LARANJA ELEITORAL
Vice-prefeito Ricardo Nascimento, pré-candidato a deputado estadual seria laranja dos laranjas do PSD?
"Vice-prefeito Ricardo Nascimento tenta virar deputado, mas nem o próprio grupo parece acreditar"
Nas eleições 2022, reeleição de Ratinho Junior ao governo do Estado do Paraná, o Partido PSD era um verdadeiro "canhão eleitoral", Na época se reelegeu governador, fazendo 14 deputados estaduais pelo PSD no Paraná.
Quatro anos passa, e na nova conjuntura política chega. Com a nova nomenclatura após a janela eleitoral, o PSD do Paraná conta hoje com 20 deputados estaduais com mandatos. Porem em reuniões internas o próprio partido informa que tem uma projeção de que apenas 14 deputados estadias do partido sem eleitos.
Com isso, seis dos deputados com mandatos poderão ir para casa sem se reelegerem nas eleições 2026.
"Candidatura do vice nasce mais perdida que sinal de Wi-Fi em elevador"
Ai que vem o laranja, dos laranjas nas eleições 2026. O vice-prefeito de Foz do Iguaçu, Ricardo Nascimento.
Chamam de pré-candidato. Os mais otimistas chamam de "nome do grupo". Já os mais sinceros definem de forma mais objetiva: candidato-laranja gourmet da administração.
O vice-prefeito de Foz do Iguaçu, Ricardo Nascimento surgiu nos bastidores como aquele típico "plano de emergência" criado não para vencer eleição, mas para cumprir tabela, ocupar espaço político e servir de escudo enquanto os verdadeiros caciques negociam o futuro. Afinal, lançar candidatura hoje virou quase obrigação estética de grupo político. É como colocar planta artificial na recepção: não serve para nada, mas dá aparência de organização.
"Gestão apagada agora tenta milagre eleitoral rumo à Assembleia"
O problema é que, no caso do vice-prefeito Ricardo Nascimento, a situação ficou constrangedora até para os aliados.
Primeiro porque existe um pequeno detalhe chamado realidade administrativa. Durante sua passagem pela gestão, o vice conseguiu o raro feito de ser lembrado mais pela ausência do que pela presença. Não deixou marca, não liderou projetos relevantes e muito menos construiu identidade política própria. É o famoso gestor "modo avião": está ali, mas ninguém consegue conexão.
Nos corredores da prefeitura, muitos brincam que sua maior obra foi sobreviver politicamente sem que a população percebesse exatamente o que fazia. Uma habilidade admirável do ponto de vista da invisibilidade pública.
"Vice entraria na disputa só para preencher espaço no santinho eleitoral"
Mas o drama eleitoral vai além da falta de carisma ou desempenho administrativo. Existe também a matemática cruel da política. E nela, o vice entra derrotado antes mesmo da largada.
Seu partido não possui legenda suficiente para puxar votos competitivos para deputado estadual. Traduzindo do politiquês: ele pode fazer campanha, santinho, vídeo motivacional, jingle e até carreata… mas a chance de conquistar cadeira é semelhante à de ganhar na loteria apostando CPF errado.
"Pré-candidato de fachada vira piada nos bastidores da política local"
Nos bastidores, lideranças já enxergam sua candidatura como peça decorativa de campanha. Serve para ocupar espaço no horário eleitoral, ajudar na composição e talvez transferir votos para nomes realmente viáveis do grupo. Ele seria menos um candidato e mais um instrumento político embalado em discurso de "renovação".
O curioso é observar o esforço para vender musculatura eleitoral onde claramente existe apenas maquiagem política. Tentam transformá-lo em fenômeno popular, mas até agora o máximo de mobilização espontânea que conseguiu gerar foi em grupos de servidores perguntando: "Mas ele vai disputar mesmo?"
"Vice viraria laranja eleitoral enquanto deputados com mandatos negociam candidaturas reais"
No fim, o vice-prefeito Ricardo Nascimento parece caminhar para aquele destino clássico da política regional: virar candidato não para ganhar, mas para cumprir missão partidária. Uma espécie de figurante de luxo no teatro eleitoral.
E como todo bom laranja político, talvez sua maior utilidade não seja colher votos… mas apenas amadurecer no sol da campanha até alguém mais forte aproveitar a sombra.
Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 434, página 3, de autoria do Jornalista Enrique Alliana
