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Adnan El Sayed quer proibir que os turistas fiquem dentro do ônibus defronte a Mesquita?

Por Tribuna Foz dia em Notícias

Adnan El Sayed quer proibir que os turistas fiquem dentro do ônibus defronte a Mesquita?
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A QUE PONTO CHEGAMOS?

Adnan El Sayed quer proibir que os turistas fiquem dentro do ônibus defronte a Mesquita?

"Quando o ar-condicionado vira inimigo da fé e o turista vira refém do calor"

Há momentos na política em que a gente para, respira fundo e se pergunta: é sério mesmo? Pois aparentemente é. Em Foz do Iguaçu, terra de grandes atrações turísticas, parece que agora surgiu um novo conceito de hospitalidade: ou o turista paga R$ 40 para entrar na Mesquita… ou assa dentro do ônibus.

"Ou paga R$ 40 ou derrete no ônibus: seria a nova hospitalidade turística de Foz?"

O protagonista dessa inovação turística é o vereador Adnan El Sayed, que resolveu apresentar a Indicação nº 555/ 2026 pedindo ao FOZTRANS a atualização da sinalização na Rua Meca para impedir que ônibus de turismo permaneçam com o motor ligado enquanto aguardam em frente à Mesquita Omar Ibn Al-Khattab.

A justificativa oficial é nobre: reduzir poluição e ruído. Bonito no papel. Quase poético. Falta apenas combinar com o termômetro de Foz do Iguaçu, que frequentemente flerta com os 40 graus, e com os turistas que permanecem dentro do ônibus enquanto parte do grupo decide visitar o local.

"Turismo com castigo térmico: não entrou na mesquita? Então aguente o calor"

Porque vamos traduzir a proposta para o português claro: se o ônibus não pode manter o motor ligado, também não pode manter o ar-condicionado funcionando. Logo, quem decide não desembarcar para pagar os R$ 40 da visita guiada passa a cumprir uma espécie de penitência térmica.

É quase um novo modelo de turismo religioso: quem paga entra na fé; quem não paga entra na sauna. Alguns chamariam isso de coincidência administrativa. Outros chamariam de criatividade política. Mas há quem veja algo mais simples: a tentativa de transformar o desconforto climático em argumento de convencimento econômico.

"Indicação curiosa: turista sem ingresso ganha sauna grátis no ônibus"

Porque convenhamos: se a alternativa ao passeio for ficar cozinhando dentro de um ônibus parado, talvez o visitante pense duas vezes antes de economizar os R$ 40.

E tudo isso, claro, embalado no discurso ambiental. De repente, o ronco do motor do ônibus virou um problema ecológico gravíssimo. Algo digno de ação urgente do poder público. Curiosamente, o mesmo nível de preocupação raramente aparece quando se fala em trânsito caótico, obras atrasadas ou serviços públicos que funcionam no modo "vamos ver depois".

Mas quando o assunto é o ar-condicionado do turista… aí a pauta ganha prioridade.

"Ar-condicionado proibido, mas a cobrança segue liberada"

A ironia é que Foz do Iguaçu sempre se vendeu como cidade acolhedora. Um destino internacional onde visitantes são recebidos com hospitalidade. Agora, pelo visto, a hospitalidade ganhou novas regras: admire, visite, pague… ou enfrente o calor.

E aqui surge a dúvida inevitável: se o problema é realmente ambiental, por que não fechar a rua ao tráfego em frente à mesquita? Ou criar um ponto adequado de parada para os ônibus? Ou estabelecer uma área de embarque e desembarque que não transforme o turista em vítima do clima?

Mas não. A solução encontrada parece mais simples: desligue o motor e deixe o resto por conta do sol.

"Vereador Adnan quer criar novo modelo turístico: fé ou penitência?"

No fim das contas, fica a impressão de que entramos em uma nova fase do turismo iguaçuense. Uma fase em que o visitante não precisa apenas escolher o que visitar, mas também decidir qual nível de sofrimento térmico está disposto a enfrentar. E assim seguimos evoluindo.

Foz do Iguaçu, destino internacional de belezas naturais, diversidade cultural… e agora, aparentemente, pioneira no conceito de "turismo com pressão climática".

"Para Adnan em Foz teria que ser assim: pague a visita ou enfrente o calor de penitência?"

Se continuar nesse ritmo, daqui a pouco alguém vai sugerir cobrar ingresso até pela sombra. E, conhecendo a criatividade de certos políticos, ainda vão dizer que é para preservar o meio ambiente.

A QUE PONTO CHEGAMOS?

Adnan El Sayed é da mesquita xiita e tenta interferir na mesquita sunita?

O vereador Adnan El Sayed estaria a mando de alguém? Porquê do vereador xiita estaria tentado interferir na visitação da mesquita sunita?

Como todas sabem, a cidade de Foz do Iguaçu tem dois templos islâmicos, sendo a sunita, mais famosa a Mesquita Omar Ibn AlKhatab, situada na Rua Meca, no Jardim Central e aberta ao público para visitação e a outra a ligada a comunidade xiita, templo Husseiniya al-Iman alKhomeini, na Avenida José Maria de Brito, e não é aberta ao público. Adnan El Sayed é da mesquita xiita e tenta interferir na mesquita sunita?

Qual a diferença da Mesquita Xiita ou Sunita? E qual a diferença entre as duas denominações?

A Mesquita Omar é Sunita. A explicação para a diferença entre Xiitas e Sunitas é um pouco longa e históricas. O islã se dividiu nesses dois grupos após a morte de Maomé. Além de disputas políticas, já que as duas ordens discordavam em quem deveria assumir o posto de líder religioso, xiitas e sunitas também se diferem pela interpretação do Alcorão, o livro sagrado. Enquanto Xiitas conservam as tradições e acham que os líderes religiosos devem ser da linha gem familiar de Maomé, os Sunitas adotaram a Suna, livro que conta a trajetória de Maomé. Esse grupo representa cerca de 80% da comunidade islâmica no mundo.

Vereador Adnan El Sayed é xiita ou sunita?

Segundo várias fontes, incluindo o Núcleo de Pesquisas e Relações Internacionais da USP (Universidade de São Paulo), o vereador Adnan El Sayed, hoje filiado ao PSD, faz parte do templo xiita, considerado muito mais conservador.

O vereador Adnan El Sayed estaria a mando de alguém? Pois em consulta com diversas fontes, inclusive de dentro da Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, qual de pronto indicaram que o vereador Adnan não os representa, e até o momento não existe nenhuma deliberação e ou documento que peça a restrição de ônibus de turismo em frente a Mesquita. Diante tudo isso, subestende que algo muito nebuloso estaria acontecendo no Jardim Central.

O mais intrigante de tudo isso, o porquê do vereador xiita Adnan El Sayed estaria tentado interferir na visitação da mesquita sunita em Foz do Iguaçu? Seria uma guerra não declarada a comunidade irmã mais aberta a sociedade?

O que realmente estaria por trás de tudo isso?

Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 435, páginas 12 e 13, de autoria do Jornalista Enrique Alliana

 

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