FOZTRANS: Fiscaliza os motorista e ignora as crateras
Por Tribuna Foz dia em Notícias
FOZSUCUPIRA
FOZTRANS: Fiscaliza os motorista e ignora as crateras
Enquanto o povo cai no buraco, a Prefeitura pinta a cena e Odorico Paraguaçu ficaria orgulhoso de Fozsucupira; Foztrans troca o 01 pelo 02 e descobre que nada mudou
A gestão do trânsito em Foz do Iguaçu virou um espetáculo de demora administrativa. Um exemplo clássico foi a questão das carretas atravessando a cidade mesmo após a inauguração da Perimetral Leste. A obra foi vendida como solução histórica para retirar o tráfego pesado do centro urbano. Mas na prática, caminhões continuaram passando pelas avenidas da cidade durante meses, como se ninguém dentro da administração soubesse exatamente para que servia a Perimetral.
"Prefeitura descobre nova engenharia: Pintura resolve tudo"
Foram necessários quase seis meses para que algo óbvio fosse finalmente colocado em prática. Se demorassem mais um pouco, talvez as carretas começassem a ser tratadas como patrimônio cultural da Avenida Juscelino Kubistchek.
"Na Foztrans, o 02 virou 01… Mas continuou sendo 02", ou melhor, sai o alhos e entra o bugalhos"
E nesse festival de improvisos administrativos, nomes entram e saem do Foztrans como peças substituídas num motor fundido. A então diretora-superintendente Aline Maicrovicz acabou exonerada em meio ao desgaste da gestão. Em seu lugar, assumiu Maxwell Lucena de Moraes, o antigo "número 02". Mas a população percebeu rapidamente que trocar o comandante sem trocar o modelo de gestão é como mudar o motorista de um ônibus sem freio: o destino continua sendo o desastre.
"O 02 assumiu: Agora o desastre tem continuidade"
Alguns citam que o novo Superintendente da Foztrans, Maxwell Lucena de Moraes, em comparação a antiga superintendente, é comparar um veículo de alta performance que continua no acostamento.
"Gestão atual consegue o impossível: Fazer o povo pedir "volta Chico", "volta Paul Mac Donald"
A grande ironia é que o atual governo conseguiu um feito raríssimo na política iguaçuense: ressuscitar a saudade administrativa. Em rodas de conversa, grupos de WhatsApp, mercados, padarias e esquinas, começam a ecoar frases que há alguns anos pareciam impossíveis: "Volta Chico" e "Volta Paulo".
E isso talvez seja o retrato mais cruel da atual administração.
Porque ninguém transforma ex-prefeito em herói por mérito exclusivo do passado. Normalmente isso acontece quando o presente consegue ser pior. A memória popular funciona de maneira simples: o gestor anterior sempre parece melhor quando o atual coleciona trapalhadas em série.
"O governo que transformou memórias ruins em boas lembranças"
O problema da gestão Silva e Luna não é apenas a falta de obras eficientes. É a desconexão completa entre discurso e realidade. Em campanha, vendia-se a imagem do militar técnico, organizado e especialista em infraestrutura. Na prática, o que a população encontra é uma prefeitura lenta, desorganizada e incapaz de entregar respostas rápidas até para problemas básicos.
E o mais impressionante é que tudo isso acontece justamente numa cidade estratégica, turística e internacional como Foz do Iguaçu. Uma cidade que recebe visitantes do mundo inteiro, mas que muitas vezes oferece a imagem de ruas remendadas, sinalizações precárias e planejamento urbano improvisado.
"Se o povo está pedindo 'Volta', algo deu muito errado aconteceu"
O cidadão iguaçuense já não sabe se ri ou se revolta. Porque a sensação é de que a prefeitura vive numa realidade paralela onde pintar lombada defeituosa é considerado serviço concluído, onde buraco vira paisagem urbana e onde decisões administrativas parecem tomadas numa mesa de bar às duas da manhã.
Talvez nos dias de hoje, o famigerado prefeito Odorico Paraguaçu se sentiria orgulhoso, vendo a gestão do prefeito General Silva e Luna.
Afinal, em Sucupira havia o cemitério sem defunto. Em Fozsucupira há a pintura sem conserto, o trânsito sem planejamento e o asfalto sem qualidade. Cada gestão cria sua própria especialidade no teatro do absurdo.
E enquanto isso, o morador segue desviando dos buracos, pagando impostos e assistindo perplexo ao espetáculo da incompetência institucionalizada, onde a prioridade não é resolver o problema, mas apenas deixá-lo visualmente aceitável para a próxima foto oficial.
"Gestão do General Joaquim Silva e Luna: Especialista em melhorar a imagem dos antecessores"
No fim das contas, a grande obra da atual gestão talvez não seja o asfalto, a mobilidade ou a infraestrutura. Talvez seja algo muito mais difícil: conseguir fazer a população sentir saudade até daquilo que antes criticava.
Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 434, página 5, de autoria do Jornalista Enrique Alliana

