Mario Verri, o paraquedista dos paraquedistas nas eleições 2026
Por Tribuna Foz dia em Notícias
INTROMISSÃO POLÍTICA
Mario Verri, o paraquedista dos paraquedistas nas eleições 2026
Quanto vale um voto? Se for com apoio da Itaipu, o valor é incalculável, afinal quando o chefe é irmão, campanha ganha turbina extra
Em tempos em que a política brasileira já parece um grande aeroporto de conveniências, Foz do Iguaçu corre o risco de virar apenas mais uma pista de pouso eleitoral. E no voo das eleições de 2026, poucos personagens simbolizam tanto essa política de desembarque oportunista quanto Mario Verri, o "paraquedista dos paraquedistas".
A maioria da população iguaçuense talvez sequer saiba apontar qual foi a grande contribuição política de Mario Verri para Foz do Iguaçu. E isso tem uma explicação simples: ele é vereador em Maringá, não em Foz do Iguaçu. Mas, curiosamente, já existem movimentações intensas para transformá-lo em "representante" de uma cidade onde sua presença política sempre foi discreta, para não dizer invisível.
"Mario Verri: O paraquedista premium da política iguaçuense"
Claro, quando se tem um irmão ocupando a cadeira de Diretor-Geral da Itaipu Binacional, invisibilidade política vira detalhe técnico. Afinal, em Brasília e arredores, não existe combustível mais poderoso que cargos estratégicos, salários generosos e a velha engenharia da gratidão institucional.
"Itaipu: Da usina hidrelétrica ao balcão político regional"
A Itaipu, que deveria ser lembrada exclusivamente por sua grandiosidade energética e importância binacional, virou tema constante de conversas políticas de bastidor. O comentário que ecoa pelos corredores é sempre o mesmo: cargos aqui, acomodações ali, apoios acolá. Coincidência ou não, nomes conhecidos da política regional começaram a orbitar ao redor do projeto eleitoral de Mario Verri como satélites atraídos pela força gravitacional do contracheque.
"De Maringá para Foz: Delivery político com verba pública"
Em Foz do Iguaçu, a cena chega a ser quase caricata. Ex-políticos, lideranças sindicais e figuras tradicionais da política local aparecem repentinamente alinhados ao projeto do vereador maringaense. Não por identificação histórica com a cidade, nem por militância regional, mas porque a máquina tem peso, estrutura e, principalmente, orçamento.
"Itaipu gera energia, empregos e alianças bem seletivas"
O caso de Nilton Bobato virou praticamente um símbolo desse novo "programa de acolhimento político". Já Carlos Carboni, segundo comentários de bastidores, teria recalculado sua rota política com a velocidade de quem percebeu onde estava o centro do poder. Afinal, quando o comandante da aeronave controla os destinos, poucos passageiros querem trocar de voo.
Inúmeras lideranças de Foz do Iguaçu estariam engajadas com Mario Verri nas eleições 2026, uma delas é o presidente do SISMUFI (Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu) Aldevir Hanke, que teria dito que usaria toda a estrutura do Sindicato para alavancar a candidatura de Mario Verri.
"Foz do Iguaçu virou filial eleitoral de Maringá?"
E no meio disso tudo, surge a pergunta que incomoda: Foz do Iguaçu continuará sendo apenas um curral eleitoral de luxo para candidatos fabricados fora da cidade?
Porque existe uma diferença enorme entre representar Foz do Iguaçu e apenas utilizar Foz. Representar exige presença, participação e construção histórica junto à população. Utilizar é aparecer em época eleitoral, posar para fotos nas Cataratas, distribuir sorrisos ensaiados e desaparecer após a contagem dos votos.
O mais curioso é que muitos desses "novos apaixonados" por Foz do Iguaçu raramente demonstraram interesse genuíno pelos problemas da cidade antes do calendário eleitoral começar a girar. A saúde continuava em crise, a segurança enfrentava dificuldades, os bairros seguiam esquecidos, mas a atenção política parecia estar em outro lugar. Bastou surgir a possibilidade de transformar a cidade em reduto eleitoral para os GPS políticos recalcularem imediatamente a rota.
Enquanto isso, o eleitor iguaçuense assiste ao desfile aéreo de candidatos importados como quem observa aviões cruzando o céu: fazem barulho, chamam atenção, mas raramente permanecem por muito tempo.
"Cataratas agora recebem turistas e candidatos paraquedistas"
Talvez esteja chegando a hora de Foz do Iguaçu parar de servir como pista de pouso para aventureiros eleitorais e começar a valorizar lideranças que realmente conheçam a cidade além do cartão-postal.
Porque voto não deveria ser moeda de gratidão institucional, prêmio por cargo estratégico ou extensão de influência familiar. Voto deveria ser conquista política legítima.
E principalmente: conquistada no chão da cidade, não lançada de paraquedas sobre ela.
Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 434, página 16, de autoria do Jornalista Enrique Alliana
