Tribuna Foz - Tribuna Foz

SEM COMANDO: PL de Foz continua sem comando e a “família” parece cada vez mais dividida

Por Tribuna Foz dia em Notícias

SEM COMANDO: PL de Foz continua sem comando e a “família” parece cada vez mais dividida
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp

SEM COMANDO

PL de Foz continua sem comando e a “família” parece cada vez mais dividida

Partido está sem direção vigente desde maio e adesivaço escancara rachas, ausências e pouca mobilização

Se existe uma coisa que o Partido Liberal (PL) de Foz do Iguaçu parece estar conseguindo administrar com eficiência é a própria falta de comando.

Segundo informações disponíveis no sistema da Justiça Eleitoral, a direção partidária municipal encontra-se em situação “não vigente”. O último período de comando teve como presidente o prefeito General Joaquim Silva e Luna, com vigência até 11 de maio de 2026.

De lá para cá, o PL iguaçuense parece ter entrado naquele famoso modo automático: existe partido, existem filiados, existem candidatos, existem vereadores, existem deputados, existe prefeito... Só está faltando um detalhe quase insignificante: uma direção partidária vigente.

Convenhamos, para quem pretende discutir os rumos do Paraná e do Brasil, talvez fosse interessante começar organizando a própria casa.

"Deus, Pátria e Família”, mas a família não se reúne

O conhecido slogan “Deus, Pátria e Família” parece encontrar certa dificuldade para atravessar a fronteira política de Foz do Iguaçu.

Principalmente na parte da “família”.

No último sábado, 22 de agosto, Silva e Luna liderou um adesivaço eleitoral envolvendo candidaturas apoiadas pelo seu grupo político. A mobilização reuniu apoiadores de Sérgio Moro ao Governo do Paraná, Flávio Bolsonaro à Presidência da República, Filipe Barros e Deltan Dallagnol ao Senado, além de candidatos proporcionais da coligação.

Era para ser uma demonstração de força.

Mas também acabou produzindo uma demonstração bastante interessante de quem estava e, principalmente, de quem não estava.

Vermelhos fora da foto

Dois nomes importantes do próprio PL de Foz do Iguaçu ficaram fora da festa: o deputado estadual Matheus Vermelho e o deputado federal Vermelho.

Segundo as informações relatadas, os dois parlamentares não teriam sido convidados para o adesivaço.

Sim, caro leitor: um evento eleitoral liderado pelo principal nome do PL na Prefeitura de Foz conseguiu deixar de fora justamente os dois deputados do PL com base política na cidade.

É uma família realmente peculiar.

Daquelas em que fazem o churrasco, compram a carne, acendem a churrasqueira, chamam os vizinhos e depois “esquecem” de avisar dois parentes que moram praticamente no quintal.

Depois reclamam quando alguém fala em divisão interna.

Adesivaço ou encontro de estacionamento?

Outro detalhe chamou atenção: o tamanho da mobilização.

Pelas imagens divulgadas, a estimativa ficou em pouco mais de 200 veículos adesivados.

Para uma cidade com mais de 200 mil eleitores, comandada por um prefeito do próprio partido e em plena campanha eleitoral, não parece exatamente aquela demonstração capaz de fazer adversário perder o sono.

O esperado tsunami político aparentemente chegou à avenida como uma marolinha.

Nada contra 200 carros. Para uma reunião de condomínio seria um acontecimento extraordinário. Para demonstrar musculatura eleitoral de um grupo que pretende eleger presidente, governador, senadores, deputados federais e estaduais, talvez seja prudente guardar os fogos de artifício.

Falta comando no partido e sobram buracos nas ruas

E existe ainda um componente cruel nessa história.

Enquanto o prefeito tenta colocar adesivos nos carros para impulsionar candidatos, muitos motoristas iguaçuenses talvez estejam mais preocupados em preservar pneus, rodas, amortecedores e suspensão diante da situação de várias ruas da cidade.

Talvez esteja aí uma explicação para a empolgação limitada.

Afinal, antes de escolher qual adesivo colocar no vidro traseiro, o cidadão precisa descobrir qual buraco vai desviar na próxima esquina.

A política tem dessas ironias.

O PL de Foz está sem comando partidário vigente, a chamada “família” demonstra sinais públicos de desunião, deputados locais ficam fora de uma mobilização eleitoral e o grande adesivaço termina sem a multidão que talvez seus organizadores esperassem.

Quem comanda o PL de Foz?

Essa passou a ser uma pergunta simples, mas politicamente incômoda.

Quem efetivamente organiza o partido na cidade?

Quem conversa com os deputados?

Quem articula vereadores, lideranças e candidatos?

Quem reúne a tal “família”?

Porque partido político sem direção vigente é uma coisa. Partido sem direção política é outra bem mais grave.

Enquanto ninguém assume oficialmente o volante do PL iguaçuense, Silva e Luna segue tentando conduzir o automóvel eleitoral que aparentemente segue em um destino inserto.

O problema é que alguns passageiros aparentemente não foram convidados para entrar.

Outros parecem querer seguir por caminhos diferentes.

E o eleitor, olhando tudo de fora, talvez tenha uma preocupação muito mais urgente:

Antes de saber para onde o PL pretende levar Foz do Iguaçu, seria interessante descobrir quem está dirigindo e, principalmente, quem vai tapar os buracos da estrada.

Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 442, página 12, de autoria do Jornalista Enrique Alliana

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp